Cegonha Medicina Reprodutiva

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Quando é possível reverter a vasectomia e quais as chances de fertilização

Você sabia que a vasectomia pode ser revertida e que após o procedimento ainda existem chances de ter um filho?

Estamos no mês da conscientização e prevenção contra o câncer de próstata, o Novembro Azul, e vários assuntos relacionados à saúde reprodutiva masculina são frequentemente abordados.

Em nossas pesquisas, encontramos um artigo do jornalista Felipe Vieira e resolvemos usá-lo como referência para explicar um pouco sobre um dos procedimentos cirúrgicos urológicos mais realizados pelos homens: a vasectomia.

Para entender um pouco mais sobre o procedimento e também como funciona a sua reversão, acesse aqui o artigo.

Ainda sobre a reversão da vasectomia, alguns dados interessantes:

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, da mesma forma que têm aumentado o número de homens vasectomizados, observa-se um aumento no número daqueles que passam a desejar ter novos filhos. Isso se deve a diferentes motivos, sendo a causa mais comum a constituição de novas famílias com mulheres que ainda não têm filhos, ou até mesmo, em casos mais esporádicos, devido ao falecimento dos filhos.

Quanto menor o tempo entre a vasectomia e o procedimento de reversão, melhores os resultados. Nas reversões com tempo inferior a 3 anos da vasectomia, a chance de obtenção de espermatozóides no esperma ejaculado é de 95% e a taxa de gravidez de 76%. Entre 03 e 08 anos, 88% com 53% de chances de gravidez. Entre 9 a 14 anos, 79% e 44% de gravidez. Após 15 anos, 71% de permeabilidade dos deferentes com 30% de gravidez. É importante lembrar que essas taxas de gravidez são obtidas por meios naturais.

A vasectomina está prevista no SUS, entretanto, até o presente momento, a cirurgia de reversão de vasectomia (vasovasostomia) não consta no rol dos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde. O cidadão pode entrar em contato com a Ouvidoria do Ministério da Saúde (tel.: 136) para obter mais informações e ser referenciado, caso seja necessário.

Mas então, como é possível aumentar as chances de gravidez após a reversão da vasectomia?

Atualmente, devido às novas técnicas de micromanipulação, a gravidez é possível desde que existam espermatozóides, mesmo em quantidades muito pequenas. Através da ICSI (Injeção intracitoplasmática de espermatozóide), somente um espermatozóide é necessário para fecundar cada óvulo. O método foi desenvolvido na Universidade de Bruxelas, na Bélgica, e os primeiros resultados foram publicados em 1992.

Com o auxílio de um micromanipulador acoplado a um microscópio, o ovócito é segurado com uma micropipeta, enquanto que com outra o espermatozóide é captado e introduzido dentro do citoplasma do ovócito.

Esta técnica avançada revolucionou a área de reprodução assistida possibilitando que muitos homens, antes considerados incapazes de gerar seus próprios filhos, possam agora se tornar pais.

Para pacientes azoospérmicos ou vasectomizados (ausência de espermatozóides no ejaculado), esta técnica pode ser usada com espermatozóides obtidos do epidídimo ou do testículo, com resultados igualmente satisfatórios. Nestes casos, os espermatozóides são retirados diretamente do epidídimo ou do testículo por punção ou microcirurgia.

Através desta técnica, a fertilização é normal em mais de 80% dos ovócitos injetados. Este procedimento já promoveu o nascimento de milhões bebês em todo o mundo, diz a Embriologista do Cegonha Medicina Reprodutiva Raquel Alvarenga, PhD em Biologia Celular.

Ainda com dúvidas sobre o assunto?

Agende uma consulta com um de nossos especialistas em reprodução humana assistida ou fale com o seu urologista.

Fontes:
Blog Felipe Vieira Jornalista
Blog da Saúde – Ministério da Saúde

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