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Quais os riscos da Fertilização in Vitro (FIV)?

Saiba quais são os principais riscos da FIV

A fertilização in vitro (FIV) – método de reprodução assistida em que o esperma e os óvulos são combinados fora do corpo da mulher em ambiente laboratorial. Na FIV um ou mais óvulos fertilizados (embriões) são transferidos para o útero, onde devem se implantar e se desenvolver. Complicações graves causadas por medicamentos e procedimentos da FIV são raras, mas como todo tratamento clínico, podem ocorrer. Esse artigo irá discutir os riscos mais comuns.

Medicamentos usados na Fertilização in vitro

Geralmente, os medicamentos injetáveis para fertilidade (gonadotrofinas) são usados para um ciclo de FIV. Estes medicamentos ajudam a estimular uma série de folículos com ovos a crescerem nos ovários.

Quais são os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos injetáveis ?

  • Mudanças de humor e fadiga;
  • Hematomas leves e dor no local da injeção (a aplicação da injeção em diferentes locais pode ajudar a evitá-los);
  • Náuseas e, ocasionalmente, vômitos;
  • Reacções alérgicas temporárias, tais como vermelhidão e/ou coceira no local da injeção;
  • Sensibilidade nas mamas e aumento da secreção vaginal;
  • Síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO).

A maioria dos sintomas da SHO (náusea, inchaço, desconforto ovariano) são leves e geralmente desaparecem sem tratamento dentro de alguns dias após a coleta do óvulo. Em casos graves, a SHO pode causar grandes quantidades de acúmulo de líquido no abdômen e pulmões. Isso pode causar o crescimento exagerado dos ovários, desidratação, problemas respiratórios e dor abdominal intensa. Muito raramente (menos do que 1% das mulheres) a SHO pode causar trombose venosa profunda e insuficiência renal.

Para mais informações sobre a SHO, leia o artigo:  O que é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana?

Como ocorre o procedimento da FIV?

O procedimento acontece da seguinte forma: o médico introduz uma agulha longa e fina pela vagina, com o auxilio do ultrassom, até alcançar o  ovário e cada folículo para a inserção dos óvulos.

Quais os riscos do procedimento?

  • Dor pélvica e abdominal leve a moderada (durante ou depois). Na maioria dos casos, a dor desaparece dentro de um ou dois dias e pode ser administrada com analgésicos.
  • Lesão em órgãos próximos aos ovários, como bexiga, intestino ou vasos sanguíneos. Muito raramente, lesões no intestino ou nos vasos sanguíneos podem necessitar de cirurgia de emergência e, ocasionalmente, transfusões de sangue.
  • Infecção pélvica (leve a grave). As infecções após a inserção de ovos ou transferência de embriões são atualmente incomuns devido à administração de analgésicos  no momento da coleta dos ovos. Em caso de infecção grave pode ser necessária hospitalização e/ou tratamento com antibióticos intravenosos.
  • Raramente, para tratar uma infecção grave, são necessárias intervenções cirúrgicas para a remoção de um ou ambos os ovários, tubas e/ou útero. Mulheres que tiveram infecções pélvicas ou endometriose envolvendo os ovários são mais propensas a contrair infecções relacionadas com a FIV.

Quais são os riscos associados à transferência de embriões?

Um cateter contendo os embriões é usado para colocá-los suavemente dentro do útero. As mulheres podem sentir cólicas leves quando o cateter é inserido através do colo uterino ou podem ocorrer corrimentos vaginais (leves sangramentos) depois. Muito raramente, pode-se desenvolver uma infecção, que normalmente é tratada com antibióticos.

A gravidez originada pela fertilização in vitro é mais complicada (do que se a mulher engravidar sozinha)?

Ter uma gravidez múltipla (gravidez com mais de um bebê) é mais comum com a FIV, particularmente quando mais de um embrião é transferido.
Este tipo de gravidez apresenta riscos significativos, incluindo:

  • Parto prematuro: bebês prematuros (independentemente de terem sido concebidos naturalmente ou com FIV) tem mais risco de complicações, como problemas no desenvolvimento pulmonar, infecções intestinais, paralisia cerebral, dificuldades de aprendizagem, atraso na linguagem e problemas de comportamento;
  • Hemorragia materna;
  • Parto Cesariana;
  • Pressão arterial elevada relacionada à gravidez;
  • Diabetes gestacional.

Quanto mais embriões forem transferidos para o útero, maior o risco. Segundo a Associação Americana de Reprodução Assistida,  o médico deve transferir o número mínimo de embriões necessários para proporcionar uma alta probabilidade de gravidez com o menor risco de gravidez múltipla.

A FIV aumenta o risco do bebê ter um defeito congênito (do nascimento)?

O risco de defeitos congênitos na população em geral é de 2% a 3%, e é ligeiramente maior entre os pacientes inférteis. A maior parte destes riscos devem-se a concepção e a causa geradora da infertilidade. Se a fertilização in vitro é ou não sozinha a responsável por defeitos congênitos permanece sob debate e estudo.

Contudo, quando a injeção intra-citoplasmática de espermatozóides (ICSI) é feita junto com a FIV, pode haver um risco maior de defeitos congênitos.

Leia mais informações no a FIV ICSI, clicando aqui.

Além disso, pode haver um pequeno risco aumentado de anormalidade no cromossomo sexual (X ou Y cromossoma) com a ICSI. No entanto, não se sabe ao certo se os riscos são devido ao procedimento da ICSI ou a problemas com o esperma por si só. Homens com defeitos espermáticos são mais propensos a terem anormalidades, que podem ser transmitidas aos seus filhos. Contudo, estas são extremamente raras. Síndromes genéticas raras podem ser ligeiramente aumentadas com a FIV.

Aborto espontâneo e Gravidez tubária

A taxa de aborto espontâneo após a fertilização in vitro é semelhante à taxa na concepção natural, com o risco de subir com a idade da mãe. A taxa de aborto espontâneo pode variar de 15% para mulheres em na faixa etária de 20 anos para mais de 50% na faixa etária de 40.

Há um pequeno risco (1%) de uma gravidez ectópica (tubária) com fertilização in vitro, entretanto, esta taxa é similar às mulheres com uma história da infertilidade. Se ocorrer uma gravidez ectópica, ela dever ser interrompida com medicamentos ou processo cirúrgico.

Se a mulher estiver grávida e tiver dor aguda, corrimentos vaginais ou sangramento; tonturas ou desmaio; dor na região lombar; pressão arterial baixa (devido à perda de sangue) e não tiver uma gravidez uterina confirmada pro ultra-som deve procurar imediatamente o seu médico. Estes são todos os sinais de uma possível gravidez  ectópica (tubária).

Existe um risco de 1% de gravidez heterotópica após a FIV. Este tipo de gravidez ocorre quando um implante embrionário cresce no útero e outro embrião no tubo, levando a uma gravidez ectópica simultânea.

A gravidez Heterotópica geralmente requer cirurgia (para remover a gravidez ectópica). Na maioria dos casos, a gravidez no útero pode continuar a desenvolver-se e crescer com segurança após a gravidez tubária ser removida.

Leia também:
A Gravidez Múltipla e a Reprodução Humana Assistida
10 Dúvidas mais comuns sobre a Fertilização in vitro
O que é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana?

Fonte: Texto baseado em artigo disponibilizado pela Associação Americana de Reprodução Assistida.

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